FELIZ 2009 com saúde e beleza!!!!
Clareando...
27 de Dezembro de 2008
Balanço da 1a Etapa - Feliz 2009!!!
17 de Dezembro de 2008
Dia 03 - Meta 1 - Corrida dos Carteiros
Estive afastada por problemas no computador (que eu mesma arrumei - outro desafio!), e por excesso de trabalho, o que inclusive atrapalhou minha atividade física. Ao menos não parei de perder peso!! Estou chegando ao final da minha primeira meta, faltam só 3 dias. Ela não será atingida, mas a trajetória é surpreendente! No sábado farei o balanço!
Fiz mais uma corrida no último domingo, dia 14/12/08.
Foi do Circuito de Corridas do Carteiro. A organização deixou bastante a desejar... Não havia carro de som, e os funcionários dos Correios fizeram tudo muito amadoramente, apesar da boa vontade. O percurso era horroroso, também! Antes da largada, fiquei perto de duas senhoras, uma delas de cabelos brancos. Achei que elas iam correr devagar... Mas depois que li "Equipe Pé-de-Vento" na camiseta de uma delas, vi que era preconceito meu. Já no início fui ficando pra trás, mas não em último. As velhinhas lááá adiante. Havia uma moça e um casal que estavam sempre por perto. A ambulância não ficou atrás de nós, o que fez com que os carros invadissem a pista e acabasse a nossa segurança. Tivemos que passar para a calçada. A moça começou a caminhar, e disse que não aguentaria, falando desanimada que seria a última. Eu tentei incentivá-la, e disse que isso não era o mais importante. Que eu já tinha sido a última, e o melhor era terminar, não importando a colocação. Quem diria, eu tentava servir de exemplo! O trecho inicial era plano, mas com muitas ruas entrecortando o percurso. Lá pelo 2o quilômetro uma virada à direita e uma longa descida. O pior disso é que a volta também era ali... Lembrei que no dia seguinte eu faria dois meses de corredora. (Vamos lá, corredora! - sorri pra mim mesma.) Um longo trecho de descidas, um trecho plano, mais descidas. Mas já vinha chegando a metade da corrida, e tínhamos que pegar a primeira "senha", que eram elásticos de cabelo coloridos. Ganhei um verde, minha cor preferida. Um bom sinal!!! Agora começariam as subidas... A primeira era forte. Meu carro só sobe ali em segunda, e se estiver com o ar ligado, então... Mas me concentrei muito, pensando em chegar,
7 de Dezembro de 2008
Dia 13 - Meta 1 - Corrida do Fogo
29 de Novembro de 2008
Dia 21 - Meta 1 - Corrida HEMOAM

Hoje fiz minha segunda corrida de rua. Foi a Corrida pela Vida, promovida pelo HEMOAM, Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas. Comemorou o final da Semana do Doador. Corri como não-doadora, pois uma hepatite contraída aos 22 anos nunca mais me permitiu fazer doação de sangue.
Foram 7km.O dia amanheceu lindo, e quando olhei para o céu ao sair de casa o sol prometia... Havia poucos atletas no estacionamento do HEMOAM, muitíssimo menos do que na primeira corrida que participei. Creio que havia menos de 300 pessoas. Rapidamente passou pela minha cabeça que ali só haveria realmente atletas... Mas foi um pensamento bem rápido! rsrsrs.
O locutor começou a anunciar os patrocinadores, e após algumas rápidas palavras da diretora da fundação, do Secretário de Saúde e de um vereador, um educador físico iniciou um aquecimento coletivo. Cinco minutos depois, a largada. Realmente havia pouca gente... E logo no início eu fui ficando para trás.
A parte inicial da corrida era plana. Eu tentei fazer uma velocidade maior, mas logo me cansei muito... Cerca de 1km depois do início, uma descida. Já fiquei afastada do pelotão. Na frente, uma moça também gordinha começou a caminhar, junto com um rapaz bem atlético que a orientava. Passei por eles, e uns 200m à minha frente um senhor. Eu tentava alcançá-lo, mas não conseguia. Terreno plano. O sol amazônico já bem situado... Até que o senhor passou a caminhar, e eu já ia chegar até ele, mas ele voltou a correr. Aproximadamente 2km, um trevo. O senhor agora estava junto com uma moça, que parecia ser sua técnica, e todos tivemos dúvidas sobre o percurso. Eu sugeri ir por um caminho, e eles optaram por pegar outro (mais curto). Logo que entrei na rua perguntei a um vendedor ambulante se estava certa, o que ele confirmou.
Era uma subida. Escutei um barulho de carro me acompanhando, e quando olhei atrás era uma ambulância. Sim, eu era a última. No começo me senti incomodada. Depois, protegida. Depois ainda, privilegiada. Podia correr no asfalto, pois a ambulância logo atrás me protegia. E se eu não desse conta... Mas isso nem passava pela minha cabeça. Pensei em tantas vezes em que tinha sido a última em alguma coisa, pensei nas vezes em que desisti. Pensei nas vezes em que alcancei as metas no meu próprio tempo. Muitas subidas... Pouco fôlego. Dor no baço e no braço... Tive que diminuir, mas sem parar. E o sol... No meio de uma subida forte um porteiro saiu de um prédio chic e me deu um copo d'água bem geladinha. Eu cheguei até o fim da subida e virei à direita.
Desta vez não tinha ouvido nenhuma gracinha dos carros que passavam. Logo eu chegaria à metade da prova. Passei por um ponto de apoio, e já não havia água! Apenas gelo, e peguei alguns. Tive provas das diferenças de conduta das pessoas. Uma senhora do ponto de apoio falou: "Vamos lá, coragem!". Quase que simultaneamente, outra senhora disse: "Você vai aguentar? Se não aguentar, é melhor parar!". Tive raiva. Mas passei o gelo pelo rosto, pela nuca, mordi alguns. Enfiei umas pedrinhas chatas no meu cabelo preso, para refrescar do calor enorme. E começou a descida.
Na metade do percurso, no local onde eu deveria pegar uma senha para validar a minha chegada, não havia ninguém. Nesse momento eu me senti mesmo a última, e chorei. Puxa. Já não merecia a senha? Mas eles estavam mais à frente, escondidinhos atrás de uma árvore. Me emocionei. Cruzei com um senhor, um caboclo amazônida autêntico, carregando um saco de aniagem nas costas. Ele me deu um sorriso desdentado, piscou os dois olhos, meneou a cabeça. Agora as minhas lágrimas escorriam mesmo. Quando cheguei no pessoal, a senha era um cordão branco. O apoiador me fez uma reverência ao me dar o cordão, enquanto os demais membros do apoio me aplaudiam, gritavam, pulavam. Ouvi palavras de apoio, frases motivadoras. E passei por eles. Parei de chorar, porque lá vinha outra subida. Lá na frente um pessoal caminhando. Me esforcei, a ambulância sempre me acompanhando. Olhei para o motorista, ele acenou para que eu continuasse. Ai, o sol. Alcancei os caminhantes, me sentindo! Disse para continuarem, que se alguém caísse tínhamos socorro por perto. Eles sorriram e a ambulância passou a acompanhá-los, não mais a mim. Opa, eu não era mais a última! Durou pouco. Eles resolveram voltar a correr, e me passaram novamente.
Outro ponto de apoio, sem água novamente. Uma perguntou se eu ia chegar ao final. Os outros me incentivaram. Quando achei que estava terminando a derradeira subida, realizei que havia outra. Já não ligava de passar aqueles e outros caminhantes, pois logo após eu tê-los passado, eles corriam novamente, rsrs. Me conformei com o último lugar, e voltava sempre a ter a companhia da minha ambulância. Estava chegando o fim! Transeuntes sorriam pra mim, um senhor chegou a levantar os dois braços com os punhos cerrados e dar pulos, dizendo: "Falta pouco, falta pouco!" Quando ia chegando ao fim, fiz a curva e pronto, a linha de chegada! Recebi aplausos, eeeh-s, sorrisos. Chorei. Me deram apertos de mão, tapinhas nas costas, parabéns. O pai de uma paciente: "Parabéns, doutora!". Perguntei meu tempo, 1h03m.
Último lugar. Medalhas só para os 200 primeiros - fazer o quê? Andei um pouco, procurando a ambulância e agradeci o motorista. Fui ao tanque de água, bebi vários copos. Quando ia sair do estacionamento, um senhor me parou, me apertou a mão, me deu um abraço e disse parabéns. Saí chorando. Meu cordão branco era minha medalha. Última? Não importa. Eu só tenho uma adversária: eu mesma. E também tenho outros competidores que não me alcançam, que são apenas entidades: a obesidade e outros monstros. Entidades que eu não temo mais.
22 de Novembro de 2008
Dia 28 - Meta 1 - Socorro



