Clareando...

Minha Meta

27 de Dezembro de 2008

Balanço da 1a Etapa - Feliz 2009!!!

Olá, queridas blogueiras light!
Enfim eu cheguei ao término da minha primeira etapa de emagrecimento. Foram 140 dias, iniciados em 7 de agosto deste ano. Iniciados bem lentamente, com muita força de vontade. Só um mês depois iniciei a atividade física, e mais um mês e meio depois, a correr, bastante sem querer. Não imaginava que aos 38 anos viraria atleta... Fiz um total de 55 horas de atividades físicas nesse período, dos quais 34 delas correndo. Percorri o incrível montante de 210 km, e participei de 4 corridas de rua. Só estou iniciando minha carreira de corredora, e por isso quero ir muito mais longe ainda...


Nestes 4 meses e pouco meu IMC desceu 8 pontos, e eu diminuí um total de surpreendentes 51 cm em medidas. Deixei nada mais, nada menos, do que 20 quilos pelo caminho, que foram pisados e esmagados a cada passo corrido. Os elogios são incontáveis, agora. A auto-estima se elevou incrivelmente, mas ainda precisa receber mais incrementos, pois minha meta não foi ainda alcançada. Porém, ter um guarda-roupa que precisa ser mudado completamente, não tem preço.

Estou em São Paulo, mais precisamente em Santos, passando alguns dias, e vou ficar pro Reveillon. Encontrei minha família no último dia 20, e estou na fase de êxtase de rever tantas pessoas que fico sem encontrar um ano inteiro, desde família a amigos queridos, desde parentes a outros que não vejo há anos. Agora, na praia, tenho tido momentos muito bons. Eu devo ser a única pessoa no mundo que adora praia sem sol, porque posso ficar ali na areia olhando o mar, sem me esturricar. Tenho pensado muito, refletido bastante. Estou me redescobrindo, estou curtindo a introspecção.

Nestes dias de comilança, de confraternizações familiares, me dei um tempo. Nem que eu engorde um pouco. Estou feliz. Não estou abusando, apenas desencanada. E continuo correndo, agora na praia, que delícia! Logo será o final do Desafio Desistir Jamais, e sei que terei um ótimo saldo nele, pelo que alcancei nestes meses. Assim que voltar a Manaus, me preocuparei com uma nova meta. Por ora, continuarei correndo, curtindo, me cansando com tantos eventos e alegrias. E compartilho com vocês meus desejos de um 2009 cheio de conquistas, com muitos quilinhos a menos, com muita força de vontade, otimismo, perseverança e energias positivas. Elogios todos os dias, e a alegria de (re) adquirir um corpo saudável e bonito.

FELIZ 2009 com saúde e beleza!!!!

Beijos!!!

17 de Dezembro de 2008

Dia 03 - Meta 1 - Corrida dos Carteiros

Estive afastada por problemas no computador (que eu mesma arrumei - outro desafio!), e por excesso de trabalho, o que inclusive atrapalhou minha atividade física. Ao menos não parei de perder peso!! Estou chegando ao final da minha primeira meta, faltam só 3 dias. Ela não será atingida, mas a trajetória é surpreendente! No sábado farei o balanço!

Fiz mais uma corrida no último domingo, dia 14/12/08.

Foi do Circuito de Corridas do Carteiro. A organização deixou bastante a desejar... Não havia carro de som, e os funcionários dos Correios fizeram tudo muito amadoramente, apesar da boa vontade. O percurso era horroroso, também! Antes da largada, fiquei perto de duas senhoras, uma delas de cabelos brancos. Achei que elas iam correr devagar... Mas depois que li "Equipe Pé-de-Vento" na camiseta de uma delas, vi que era preconceito meu. Já no início fui ficando pra trás, mas não em último. As velhinhas lááá adiante. Havia uma moça e um casal que estavam sempre por perto. A ambulância não ficou atrás de nós, o que fez com que os carros invadissem a pista e acabasse a nossa segurança. Tivemos que passar para a calçada. A moça começou a caminhar, e disse que não aguentaria, falando desanimada que seria a última. Eu tentei incentivá-la, e disse que isso não era o mais importante. Que eu já tinha sido a última, e o melhor era terminar, não importando a colocação. Quem diria, eu tentava servir de exemplo! O trecho inicial era plano, mas com muitas ruas entrecortando o percurso. Lá pelo 2o quilômetro uma virada à direita e uma longa descida. O pior disso é que a volta também era ali... Lembrei que no dia seguinte eu faria dois meses de corredora. (Vamos lá, corredora! - sorri pra mim mesma.) Um longo trecho de descidas, um trecho plano, mais descidas. Mas já vinha chegando a metade da corrida, e tínhamos que pegar a primeira "senha", que eram elásticos de cabelo coloridos. Ganhei um verde, minha cor preferida. Um bom sinal!!! Agora começariam as subidas... A primeira era forte. Meu carro só sobe ali em segunda, e se estiver com o ar ligado, então... Mas me concentrei muito, pensando em chegar, em concluir. O casal e a moça ficaram pra trás. Lá na frente uma outra moça, bem longe do pelotão. Eu já nem os avistava, somente a moça. O trecho plano, outra subida. Essa o carro só sobe embalado. Até então, nos pontos de apoio, os copinhos de água já haviam acabado, e eu só consegui pedrinhas de gelo. O sol forte, como nunca. No meio da segunda subida uma buzina me assustou: uma van do Sedex atrás de mim, e o carteiro me entregando uma garrafinha de água. Que bom! E eu focando a chegada, pisando em tudo o que é ruim. Quase sempre eu corro olhando pro chão. A sensação que eu tenho é de estar pisando nas coisas negativas a cada passada. (Levanta a perna, levanta a perna, levanta a perna. Que subida longa... Não vou parar. Levanta a perna, levanta a perna.) A subida já estava acabando, minha segunda senha foi um elástico branco. (Ufa, novamente o trecho plano.) E eu vou alcançando aquela moça à minha frente. Ela reclamou que o tênis machucava seu pé, e por isso ela não conseguia mais correr, só caminhar. Um carro da polícia parou ao nosso lado e perguntou se queríamos carona ou iríamos concluir. Uma daquelas senhoras do início estava lá dentro. (Eeeeuuu??? Nunca!) Me distanciei da moça e insisti para a perna levantar. Que sol!! Uma Fiorino da empresa de refrigerantes trouxe água novamente pra mim, que alívio. Já avistava a chegada, mas teria que passar por ela e fazer um retorno lá na frente, o que dáva mais de um quilômetro. Um carteiro de moto passou a me acompanhar, orientando o percurso. Fiz a volta, e agora eram dois carteiros. Ao entrar no túnel de chegada, um rapaz colocou a medalha de participação no meu pescoço, me dando parabéns. Cheguei, cheguei! E concluí minha quarta corrida. Desta vez não fui a última. Cheguei em ante-ante-penúltimo lugar (como é que fala isso??). Fiquei por ali, olhando as premiações, comendo uma maçã que fazia parte do lanchinho entregue no final, e tomando vários copos de água. Um senhor reclamou da organização e começamos a conversar. Sobre o percurso, sobre as dores, sobre a segurança da prova. Papo de corredor. Nos despedimos e ele disse: "Até a próxima corrida!". Sim, porque eu sou uma corredora!

7 de Dezembro de 2008

Dia 13 - Meta 1 - Corrida do Fogo

Hoje fiz mais uma corrida de rua: a Corrida do Fogo, organizada pelo Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas. Uma organização muito boa. Já não me sinto tão deslocada, já me aqueço sem pensar que esteja todo mundo olhando pra mim. Estava ameaçando uma chuva enorme, e o local da corrida é um cartão postal de Manaus, a Ponta Negra. Vi a chuva do outro lado do Rio Negro, um cenário cinza e assustador, mas muito bonito. Fiquei preocupada de correr junto com ela... Mas ela não veio, e o céu apenas nublou. O percurso era plano, de ida e volta na mesma avenida. Nós mulheres e os corredores especiais saímos 5 minutos antes, e ao ver os homens passarem por mim me assustei com a velocidade. Vi desta vez o que ainda não havia visto, pessoas correndo descalças. Comecei num ritmo forte, acompanhando uma senhora obesa mas que corria bastante. Logo ela foi se afastando, e mesmo assim havia ainda muita gente atrás de mim. Logo no começo algumas pessoas foram parando, passando a caminhar, e eu fico feliz de em nenhuma corrida parar de correr, mesmo que na minha velocidade baixa. Ao passar pela metade da corrida, todos recebemos a medalha de participação. Fiquei feliz com mais uma medalhinha! Voltando no percurso um grupo de moças ora caminhava, ora corria. E eu sem parar meu trote as passava, e era passada por elas. Lá pelo 7o quilômetro elas ficaram pra trás, e eu segui. Via um rapaz lá na frente, que andava e corria, mas eu não alcançava. Via uma moça que caminhou bastante, mas ainda assim chegou antes de mim. Eu cheguei batendo meu próprio tempo, na boa, sem ofegar. Ao final das minhas corridas eu não sinto nada. Não sinto cansaço excessivo, a frequência cardíaca se estabiliza, a respiração não fica acelerada. Nada dói, e eu apenas penso em chegar. Apenas penso em terminar aquela meta, em cumprir aquela etapa. E assim foi. Terminei mais uma, e logo virão outras. Eu sou uma corredora!

29 de Novembro de 2008

Dia 21 - Meta 1 - Corrida HEMOAM


Hoje fiz minha segunda corrida de rua. Foi a Corrida pela Vida, promovida pelo HEMOAM, Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas. Comemorou o final da Semana do Doador. Corri como não-doadora, pois uma hepatite contraída aos 22 anos nunca mais me permitiu fazer doação de sangue.

Foram 7km.O dia amanheceu lindo, e quando olhei para o céu ao sair de casa o sol prometia... Havia poucos atletas no estacionamento do HEMOAM, muitíssimo menos do que na primeira corrida que participei. Creio que havia menos de 300 pessoas. Rapidamente passou pela minha cabeça que ali só haveria realmente atletas... Mas foi um pensamento bem rápido! rsrsrs.

O locutor começou a anunciar os patrocinadores, e após algumas rápidas palavras da diretora da fundação, do Secretário de Saúde e de um vereador, um educador físico iniciou um aquecimento coletivo. Cinco minutos depois, a largada. Realmente havia pouca gente... E logo no início eu fui ficando para trás.

A parte inicial da corrida era plana. Eu tentei fazer uma velocidade maior, mas logo me cansei muito... Cerca de 1km depois do início, uma descida. Já fiquei afastada do pelotão. Na frente, uma moça também gordinha começou a caminhar, junto com um rapaz bem atlético que a orientava. Passei por eles, e uns 200m à minha frente um senhor. Eu tentava alcançá-lo, mas não conseguia. Terreno plano. O sol amazônico já bem situado... Até que o senhor passou a caminhar, e eu já ia chegar até ele, mas ele voltou a correr. Aproximadamente 2km, um trevo. O senhor agora estava junto com uma moça, que parecia ser sua técnica, e todos tivemos dúvidas sobre o percurso. Eu sugeri ir por um caminho, e eles optaram por pegar outro (mais curto). Logo que entrei na rua perguntei a um vendedor ambulante se estava certa, o que ele confirmou.

Era uma subida. Escutei um barulho de carro me acompanhando, e quando olhei atrás era uma ambulância. Sim, eu era a última. No começo me senti incomodada. Depois, protegida. Depois ainda, privilegiada. Podia correr no asfalto, pois a ambulância logo atrás me protegia. E se eu não desse conta... Mas isso nem passava pela minha cabeça. Pensei em tantas vezes em que tinha sido a última em alguma coisa, pensei nas vezes em que desisti. Pensei nas vezes em que alcancei as metas no meu próprio tempo. Muitas subidas... Pouco fôlego. Dor no baço e no braço... Tive que diminuir, mas sem parar. E o sol... No meio de uma subida forte um porteiro saiu de um prédio chic e me deu um copo d'água bem geladinha. Eu cheguei até o fim da subida e virei à direita.

Desta vez não tinha ouvido nenhuma gracinha dos carros que passavam. Logo eu chegaria à metade da prova. Passei por um ponto de apoio, e já não havia água! Apenas gelo, e peguei alguns. Tive provas das diferenças de conduta das pessoas. Uma senhora do ponto de apoio falou: "Vamos lá, coragem!". Quase que simultaneamente, outra senhora disse: "Você vai aguentar? Se não aguentar, é melhor parar!". Tive raiva. Mas passei o gelo pelo rosto, pela nuca, mordi alguns. Enfiei umas pedrinhas chatas no meu cabelo preso, para refrescar do calor enorme. E começou a descida.

Na metade do percurso, no local onde eu deveria pegar uma senha para validar a minha chegada, não havia ninguém. Nesse momento eu me senti mesmo a última, e chorei. Puxa. Já não merecia a senha? Mas eles estavam mais à frente, escondidinhos atrás de uma árvore. Me emocionei. Cruzei com um senhor, um caboclo amazônida autêntico, carregando um saco de aniagem nas costas. Ele me deu um sorriso desdentado, piscou os dois olhos, meneou a cabeça. Agora as minhas lágrimas escorriam mesmo. Quando cheguei no pessoal, a senha era um cordão branco. O apoiador me fez uma reverência ao me dar o cordão, enquanto os demais membros do apoio me aplaudiam, gritavam, pulavam. Ouvi palavras de apoio, frases motivadoras. E passei por eles. Parei de chorar, porque lá vinha outra subida. Lá na frente um pessoal caminhando. Me esforcei, a ambulância sempre me acompanhando. Olhei para o motorista, ele acenou para que eu continuasse. Ai, o sol. Alcancei os caminhantes, me sentindo! Disse para continuarem, que se alguém caísse tínhamos socorro por perto. Eles sorriram e a ambulância passou a acompanhá-los, não mais a mim. Opa, eu não era mais a última! Durou pouco. Eles resolveram voltar a correr, e me passaram novamente.

Outro ponto de apoio, sem água novamente. Uma perguntou se eu ia chegar ao final. Os outros me incentivaram. Quando achei que estava terminando a derradeira subida, realizei que havia outra. Já não ligava de passar aqueles e outros caminhantes, pois logo após eu tê-los passado, eles corriam novamente, rsrs. Me conformei com o último lugar, e voltava sempre a ter a companhia da minha ambulância. Estava chegando o fim! Transeuntes sorriam pra mim, um senhor chegou a levantar os dois braços com os punhos cerrados e dar pulos, dizendo: "Falta pouco, falta pouco!" Quando ia chegando ao fim, fiz a curva e pronto, a linha de chegada! Recebi aplausos, eeeh-s, sorrisos. Chorei. Me deram apertos de mão, tapinhas nas costas, parabéns. O pai de uma paciente: "Parabéns, doutora!". Perguntei meu tempo, 1h03m.

Último lugar. Medalhas só para os 200 primeiros - fazer o quê? Andei um pouco, procurando a ambulância e agradeci o motorista. Fui ao tanque de água, bebi vários copos. Quando ia sair do estacionamento, um senhor me parou, me apertou a mão, me deu um abraço e disse parabéns. Saí chorando. Meu cordão branco era minha medalha. Última? Não importa. Eu só tenho uma adversária: eu mesma. E também tenho outros competidores que não me alcançam, que são apenas entidades: a obesidade e outros monstros. Entidades que eu não temo mais.



22 de Novembro de 2008

Dia 28 - Meta 1 - Socorro


Bem, queridas. Como vamos de emagrecimento?
Preciso explicar pra vocês porque uso essa contagem regressiva no título dos meus posts. Eu sou paulistana, mas moro em Manaus há 14 anos. Em 28 dias estarei viajando para minha cidade, para ver meus pais, minha irmã e sobrinho, meus amigos, e minha cidade louca. A saudade é uma coisa permanente em mim, e invariavelmente quando vai chegando a hora de ir pra Sampa, a ansiedade fica gigante...
Em agosto/setembro, quando comecei minha empreitada, tracei como meta inicial perder 33 quilos até chegar em São Paulo (ou seja, estar com 70), mas já sei que não vou atingi-la. Estou meio chateada com isso, porque além de ter me imposto uma meta dificílima, presumo que tenha entrado num efeito platô, mas tudo bem. Até lá ainda dá pra me aproximar da minha meta, e a partir daí traçar as estratégias para a segunda, que é chegar aos 64 quilos.
A verdade é que várias coisinhas do dia-a-dia estão me deixando pra baixo, e a corrida tem sido lenta porque ganhei uma pequena lesão na virilha durante a musculação. Deve ter sido um estiramento, sei lá, mas a verdade é que tem me dificultado em correr. Estou tratando, até porque tenho uma corrida no próximo sábado, e meu tênis novo chega de São Paulo assim que meu marido voltar de lá (siiiim, ele está lá, e eu aquiiii!!!). Estou ansiosa para calçá-lo, e espero que sirva direitinho (minha mãe viajou para os States e comprou pra mim).
Ontem fiquei super pra baixo mas decidi que hoje será diferente!
Preciso do apoio de vocês!!!!
Socorrooooooo!!!!!